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Supermercados restringe compras para evitar desabastecimento

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A rede de supermercados Pão de Açúcar impôs restrições aos clientes para evitar o desabastecimento de suas prateleiras em meio à crise causada pela pandemia do coronavírus.

"Entendemos que, neste momento, é papel do Pão de Açúcar cuidar para que não falte nenhum item nos lares de todos nossos clientes", diz comunicado da rede direcionado aos consumidores.

A empresa limitou a quantidade de alguns itens que os clientes podem comprar. A lista inclui álcool gel (duas unidades por pessoa), arroz e feijão, carnes congeladas, massas, produtos de higiene e limpeza, papinha para bebês e até fraldas.

Veja a relação:

2 unidades: por cliente: álcool gel
3 unidades: arroz (5 kg), feijão, farinha, leite em pó infantil, sabonete líquido, desinfetantes, água sanitária, luvas, saco de lixo, álcool líquido
4 unidades: água (5 e 7,5 litros), limpadores multiusos e perfumados, lenço de papel, lenço umedecido, fralda, papel higiênico e papel toalha
5 unidades: açúcar
6 unidades: óleo de soja, massas tradicionais, atomatado, enlatados (milho, ervilha, peixes), papinhas, congelados salgados (pizza, lasanha, hambúrguer) e proteínas congeladas (carne, frango, peixes)
10 unidades: sabonetes em barra
12 unidades: água (1,5 litro), suco pronto e suco integral
24 unidades: leite longa vida

No comunicado, a rede pede a compreensão dos clientes.

O Pão de Açúcar e o Extra afirmaram, por meio de nota, que começaram, na terça-feira, uma campanha para "estimular o consumo consciente".

"Dessa forma, alguns itens só poderão ser adquiridos de forma limitada a cada compra, tais como produtos de higiene pessoal e limpeza, além de produtos de necessidade básica, como arroz, água, leite e massas. A iniciativa está válida para todas as lojas das redes e em todo o Brasil por tempo indeterminado", diz o grupo Pão de Açúcar.

Em uma loja da rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo), prateleiras de produtos como massas prontas e macarrão instantâneo estavam vazias na noite desta terça. Também havia falta de molho de tomate, frutas e carnes.

Ovos também já começam a ser mais procurados.

Segundo funcionários da loja, o comunicado foi enviado nesta terça, após o movimento ter aumentado nos últimos cinco dias, quando os consumidores passaram a fazer compras maiores.

É possível notar, disse um deles, que os clientes estão fazendo estoque, porque compram muitas unidades de um único produto (como água e massas), e geralmente de alimentos com maior prazo de vencimento.

Um dos funcionários disse que as mercadorias são repostas na madrugada e amanhecem com as prateleiras cheias, mas a procura fora do comum ao longo do dia faz com que cheguem ao fim do expediente com produtos em falta.

Comitê de crise

Segundo o Painel S.A., preocupada com a corrida dos consumidores aos supermercados para estocar produtos com medo do isolamento pelo coronavírus, a Abia (associação que reúne a indústria de alimentos) diz que criou um comitê de crise com associações representantes do varejo, como a Abras e a Apas (associações brasileira e paulista de supermercados).

Segundo a entidade, o comitê quer monitorar diariamente a situação do fornecimento de comida para tentar evitar desabastecimento.

Nesta segunda-feira (16), a Asserj (Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro) informou que os supermercados do estado registraram aumento de 9,2% nas vendas no último final de semana

Algumas lojas das regiões mais procuradas, na zona sul do Rio, além de Jacarepaguá e Recreio, apresentaram aumento de até 28% nas vendas, disse a Asserj.

A Apas informou que houve aumento de frequência na ordem de 8,5% em algumas lojas paulistas, considerando a sexta-feira (13), sábado (14) e domingo (15) em comparação ao terceiro fim de semana de fevereiro deste ano.

A entidade informa que álcool em gel e papel higiênico estavam entre os itens mais procurados e ressalta que os estoques "continuam normais" e "operando com regularidade".

Fonte: Folha de S.Paulo
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