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Epidemia derruba vendas no País no fim de semana

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O comércio varejista brasileiro já sentiu o baque nas vendas por conta das medidas seguidas pela população para prevenir a propagação da epidemia do novo coronavírus, que incluem a menor circulação de pessoas em ambientes públicos, como shopping centers, por exemplo.

Entre o sábado, 14, e o domingo, 15, as consultas para vendas à vista e a prazo nas lojas, excluindo os supermercados, caíram dois dígitos em relação a igual período do ano passado e também na comparação com o fim de semana anterior.

Levantamento feito pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com base na amostra nacional fornecida pela Boa Vista Serviços, aponta recuo de 16,7% nas consultas para negócios à vista e a prazo em relação ao mesmo fim de semana do ano passado. Em relação ao fim de semana anterior, a queda foi de 16,3%.

“É uma retração forte. Daqui para frente, os efeitos no varejo dependerão das medidas que serão tomadas”, afirma o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo. 

Ele destaca que antes do fim de semana e da adoção de medidas emergenciais de prevenção, as vendas no varejo neste mês cresciam 5,3% só na cidade de São Paulo na comparação com março do ano passado. Considerando o mesmo número de dias, o desempenho era estável nessa base de comparação.

“Hoje, o ambiente é de muita incerteza e, por isso, não é possível reavaliar as projeções feitas para o desempenho do varejo neste ano”, diz Solimeo. A expectativa inicial era de que o comércio varejista fechasse este ano com um avanço entre 2% e 3% sobre 2019.

Solimeo acredita, no entanto, que, passado o pico do epidemia, essa perda de vendas seja revertida e até possa ser compensada, porque o consumidor deve voltar às compras que foram adiadas em razão da crise de saúde pública. Já as empresas prestadoras de serviços, como bares e restaurantes, por exemplo, devem ser mais castigadas do que as lojas, porque a demanda perdida não será compensada mais para a frente.

Um ponto de preocupação, segundo o economista, são as lojas que estão muito endividadas e com dificuldade de capital de giro. “Nesse caso, a queda na demanda poderá ser fatal.”

Fonte: O Estado de S.Paulo
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