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Veja dicas para quem continua indo trabalhar

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Lavar as mãos com frequência, ter um álcool em gel na mesa e ficar pelo menos um metro de distância do colega de trabalho. Estas são algumas recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) que devem ser adotadas para quem segue indo trabalhar para evitar a disseminação do novo coronavírus.

Declarado pandemia na quarta-feira (11) pela OMS, o coronavírus está impondo um novo ritmo e uma nova postura nas relações de trabalho. Seja para quem continua indo para o trabalho, seja para quem está fazendo home office, é necessário se adaptar a novos hábitos para manter a produtividade e conter o temor pelo coronavírus.

“Mudanças como evitar contato físico e reuniões não é uma coisa que vem do dia para noite”, diz Keitiline Viacava, neurocientista e especialista em empresas. Para Viacava, tanto a empresa quanto chefes e funcionários precisam de reforços que gerem mudança rápida dada a proliferação do vírus, mas como estamos acostumados ao relações atuais de trabalho, é normal o período de transição ser longo.

Cumprimentar pessoas com beijos ou aperto de mão, como diz a OMS, devem ser evitados, reforça a especialista. Para que a mensagem seja absorvida o mais rápido possível, os incentivos devem vir além de emails ou cartazes de conscientização espalhados no ambiente de trabalho. “Vai partir do líder e dos funcionários adotarem uma postura de cuidados que agora são tidos como a básico, mas que vão se propagar e tornar comuns”, diz.

O problema dessa postura, diz Viacava, é esbarrar na discriminação. É preciso levar a situação com leveza sem perder a consciência que é uma situação que exige cuidados, mas que um espirro ou uma tosse possa não ser que a pessoa está infectada pelo coronavírus.

“Temos que ter empatia um com os outros. A instrução é se conter e levar de modo descontraído, dando risada e conscientizando”, diz. Outro cuidado, alerta a especialista, é não cair na conversa na ‘ilusão de controle’, ou seja, acreditar que é possível controlar situações que são regidas pelo acaso ou por forte controle externo, como o caso do perigo de contaminação pelo coronavírus. “É uma sensação de controle que não existe e que se dá de forma automática”, diz.

O que diz a OMS

A cartilha da OMS divulgada em fevereiro lista uma série de diretrizes para evitar a propagação do novo coronavírus no ambiente de trabalho.

Superfícies de trabalho e objetos como telefones e teclados devem ser higienizados com desinfetante regularmente. De acordo com a organização, as empresas devem incentivar os trabalhadores a lavarem as mãos constantemente, garantindo que haja sabonete nos banheiros e álcool em gel no local.

Outro ponto que a organização lista é distribuir cartazes que incentivem os trabalhadores a higienizar as mãos.

A empresa deve garantir que máscaras e/ou lenços de papel estejam disponíveis em seus locais de trabalho, para aqueles que desenvolvam coriza ou tosse no trabalho.

Se o funcionário começar a apresentar leve febre, ele deve ficar em casa em isolamento. A OMS recomenda, também, que evite o contato e tenha afastamento de um metro entre as pessoas e os familiares.

Os funcionários que apresentarem algum sintoma do coronavírus devem ficar em casa, cabendo à empresa decidir se o trabalhador deve seguir em home office ou que fique em repouso.

Para quem retornou de viagem de um dos países que tenha casos registrados da pandemia, o ideal é ficar em casa por 14 dias e monitorar os sintomas.

O que diz o Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde recomenda que, para áreas com transmissão comunitária, como em São Paulo e no Rio de Janeiro, tenha redução de deslocamentos para o trabalho.

As reuniões, de preferência, devem ser realizadas virtualmente, e viagens não essenciais (avaliadas pela empresa) sejam adiadas ou canceladas.

Ainda segundo o ministério, o trabalhador deve fazer home office, e adotar horários alternativos para que não ocorra horários de pico no transporte público.

Fonte: Folha de S.Paulo
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