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Dia das Crianças deve movimentar R$ 7,6 bilhões, diz CNC

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O comércio deve ter aumento de 4,4% em suas vendas neste Dia das Crianças, em relação ao mesmo período do ano passado. A projeção é da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que aponta a diminuição nos preços de alguns bens, o aumento dos prazos de pagamento e a injeção de renda pelo governo (através da liberação de PIS/PASEP e FGTS) como os motivadores do incremento nas vendas. A expectativa é que sejam movimentados R$ 7,6 bilhões em todo o País, sendo R$ 2,2 bilhões somente no Estado de São Paulo. 

Para o economista da CNC Fabio Bentes, a data deve superar o resultado do Dia dos Pais, que teve vendas 2,4% melhores em relação a 2018. “Se a gente olhar o histórico de preços, a inflação está bem abaixo da média para o período”, diz.

A média observada entre 2007 e 2017, segundo o levantamento da Confederação, é de um aumento de 7,1% nessa época do ano. No ano passado ela foi de 2,1% e agora registra 3,5%. O economista da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, no entanto, não é tão otimista. Para ele, o crescimento das compras deve ficar na casa de 2% e se concentrar nos últimos dias da semana (a partir desta quinta, 10). “Esse é o ritmo que o comércio tem tido durante este ano, pode ser que em alguns segmentos seja um pouco maior, mas não acredito que seja algo para todo o setor”, diz.

A expectativa é que as vendas de brinquedos tenham crescimento em torno de 8,2%, a maior entre os 11 itens analisados, incluindo roupas, sapatos e livros, por exemplo. 

A aposta é que as vendas aumentem devido à deflação dos preços desses artigos, que tiveram queda de 0,5% em relação ao ano passado. “Isso acontece porque a demanda está baixa, se o comerciante aumenta o preço, ele afugenta o consumidor”, explica Bentes.

Na Armarinhos Fernando, rede com 15 lojas na cidade de São Paulo, com presença forte na Rua 25 de Março, bonecas, bolas e patinetes têm impulsionado as vendas. De acordo com o gerente Ondamar Ferreira, a previsão é de aumento de 12% nas vendas em relação a 2018. “Estamos com uma variedade de brinquedos maior do que a do ano passado e conseguimos negociar bons preços com os fornecedores, por causa do volume da nossa compra.” 

Quem optar por levar as crianças para fazer um programa especial em vez de dar presentes deve encontrar preços mais altos neste ano. O cinema está aproximadamente 14% mais caro, segundo a pesquisa da CNC.

Lanches e doces também ficaram mais caros, com aumento de 6,8% e 4,5%, respectivamente, em relação à mesma data de 2018. Bentes explica que o varejo tem “vantagem” nesse sentido porque consegue fazer estoque com antecedência. “O serviço sofre com a gradação dos custos operacionais, que acaba elevando o preço final”, diz.

Fonte: O Estado de S.Paulo
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